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Deuses Egípcios


Deuses e Deusas Egípcios: História Pré-dinástica
Os deuses egípcios representam mais de 50 divindades distintas, a maioria das quais remonta a tempos pré-dinásticos. As antigas tribos que moravam na região adoravam aos seus próprios deuses particulares, os quais normalmente eram personificados por um animal. Com o avanço da civilização egípcia, as divindades assumiram características humanas. Em muitos casos, os deuses eram representados com corpos humanos, ao mesmo tempo mantendo a cabeça de animal. Até o início da dinastia do Império Antigo (3100 aC), uma religião nacional se desenvolveu a partir das locais religiões primitivas e tribais. Entretanto, as mudanças contínuas no poder político resultavam na constante mudança de posição dos deuses egípcios. Geralmente, quando as cidades ou regiões diferentes tornavam-se politicamente dominantes, o seu deus particular também se tornava dominante.


Deuses e Deusas Egípcios: Os Mitos da Criação
Muitos deuses egípcios têm a sua origem em vários mitos egípcios da criação. Esses mitos tentavam explicar o lugar dos egípcios no cosmos com base na observação dos processos naturais. Isso era particularmente verdadeiro para as inundações do Nilo. A enchente do Nilo era fundamental para a civilização egípcia. Como resultado, os deuses identificados com a natureza tornaram-se predominantes nos mitos egípcios sobre a criação. Alguns dos mitos mais comuns sobre a criação referem-se a Nu ou Nun, descrevendo o revolto mar de caos que existia antes da criação. Desse caos surgiu o egípcio deus-sol Ra. Ra então criou divindades que eram tanto masculinas quanto femininas. Por sua vez, essas divindades deram origem a outras divindades, e essas divindades recém-criadas foram as responsáveis pela criação do mundo físico. Ra também foi responsável pela criação da humanidade. Um dos mitos da criação refere-se à humanidade sendo criada das lágrimas de Ra.


Deuses e Deusas Egípcios: Vida Após a Morte
Os deuses egípcios eram intimamente ligados à forte crença dos egípcios na vida após a morte. Fornecia-se aos mortos alimentos, bebidas, armas e outras necessidades. Os membros da família frequentemente visitavam os túmulos com presentes contínuos. Era necessário ter o cuidado adequado com os mortos para garantir a vida eterna. A visão egípcia da vida após a morte tinha vários conceitos diferentes, o mais importante dos quais era conhecido como "ba" - vagamente comparável com a existência da alma de um indivíduo. O conceito de "ba" resultava na manifestação física de um indivíduo após a morte. Esta manifestação geralmente tomava a forma de um pássaro. Dessa forma, o indivíduo tornava-se parte da vida perene da natureza.


Deuses e Deusas Egípcios: Pequeno Contato com o Monoteísmo
A antiga religião egípcia era um conjunto variável de muitos deuses egípcios e tradições tribais e regionais. Como resultado, havia várias crenças conflitantes. Não havia um único conjunto unificado de ensinamentos como a Bíblia. O rei (faraó) tinha a responsabilidade de determinar a vontade dos deuses. Ao longo do tempo, esses conflitos foram conciliados e uma tendência ao monoteísmo se desenvolveu. Esta tendência alcançou o seu apogeu durante o reinado de Amenófis IV, quando ele estabeleceu Aton como o único deus universal. Este conceito foi contra milhares de anos de tradição religiosa egípcia e terminou logo após a morte de um de seus sucessores, Akhenaton. A adoração de múltiplos deuses foi totalmente restabelecida durante o reinado de um menino-rei chamado Tutancâmon (TuT) – ironicamente, a descoberta do túmulo desse rei se tornou um dos maiores achados arqueológicos da história. Há pouco nas antigas crenças religiosas que possa ser diretamente comparado às religiões atuais como o Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. No entanto, os conceitos da criação divina e da vida após a morte são ao menos alguns temas em comum. Um pensamento prevalecente é que os deuses egípcios, como todos os deuses e sistemas religiosos de crença, desenvolveram-se como resultado da humanidade tentando explicar o mundo físico. Um outro pensamento é que todos os seres humanos nascem com a compreensão inata da existência de um Criador soberano, e que muitas religiões antigas brotaram como resultado dessa verdade universal.

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